terça-feira, 17 de março de 2009

"O cidadão jornalista versus jornalista profissional"

Breves Apontamentos:
"Com o desenvolvimento das novas tecnologias e principalmente da Internet o trabalho do cidadão jornalista tem se tornado mais visível. (...)O cidadão jornalista é o cidadão comum, que não tendo formação académica na área do jornalismo, utiliza as novas ferramentas tecnológicas (internet, wikis, blogs, fotologs, telemóveis, podcasts …) para divulgar, analisar e, ou comentar certos assuntos noticiáveis. (...)
No entanto, apesar deste processo de recolha de imagem e respectivo comentário dum facto num blog por um cidadão jornalista não faz dele jornalista profissional. Joan Connel, produtora executiva da MSNBC.com, afirma que, “bloggers independentes”, não vinculados a um meio de comunicação social, “não são jornalistas porque não existe um editor entre o autor da noticia e o leitor”. Jornalismo tem que envolver um trabalho de investigação, análise, confrontação de informações e passar pelo gatekeeper. Outra lacuna apontada ao trabalho do cidadão jornalista veio do jornal, The New York Times, que afirma que este abandona os padrões do jornalismo tradicional, tais como o lead e a pirâmide invertida, fugindo por vezes até da objectividade (in Wikipédia; GLASSER Mark, Jornalista freelancer). Tom Grubisich analisou vários sites de jornalismo participativo e encontrou várias lacunas ao nível do conteúdo e da qualidade. E o “público online pretende informação exacta, completa e imparcial, de uma fonte de confiança – e querem-na já” (SERRA Paulo, “A credibilidade da Informação na Web”).
Na minha opinião o jornalista profissional pode aliar o seu trabalho ao do cidadão jornalista. Criando-se uma complementaridade(...)