domingo, 14 de junho de 2009

Doença Celíaca


(imagem de quentalbiologico.wordpress.com)

O que é? A realidade portuguesa.

A doença celíaca é uma doença crónica caracterizada pela intolerância ao glúten, proteina presente no trigo, centeio, cevada e aveia. O glúten provoca um achatamento da mucosa intestinal com atrofia das vilosidades intestinais e diminuição da capacidade de absorção.
É uma doença hereditária contudo desconhece-se a sua forma de trnsmissão. Há também factores ambientais que poderão ter um efeito desencadeador
Esta doença pode aparecer em qualquer idade contudo o habitual é entre os 6 e 20 meses de idade. É uma doença dissimulada, isto porque os seus sintomas são vários e difusos. Pode ir desde a distenção do abdomen, à irritabilidade, perda de peso, cólicas abdominais, anemia...
Devido a esta variadade de sintomas que podem aparecer todos ou somente alguns, e a falta de informação médica, faz com que esta doença esteja subdianosticada. Muitos médicos não estão sensibilizados para a doença nos adultos, que passam muitas vezes por hipocondriacos, julgando que a celiaquia é algo infanto-juvenil.
Estima-se que em Portugal 100 mil pessoas sejam celiacas. Cerca de 1% dos europeus sofre da DC. A prevalencia da DC é nas mulheres, havendo uma proporção de 3mulheres celíacas para 1homem.
Quando alguém é diagnosticado com a doença celiaca os habitos alimentares têm que se adaptar. Já não é permitida a ingestão de bolos nas pastelarias, pizzas e outros alimentos que sejam feitos à base de produtos com glúten.
No entanto há uma grande variadade de produtos sem glúten no mercado. Desde esparguete, massas, farinhas, bolos, pizas e até cornetos estes são muitos mais caros que os que contém glúten. Isto faz com que os gastos com a alimentação das familias com celiacos é pelo menos 100% superior ao das outras familias, segundo estudo da Associação Portuguesa de Celíacos. "segundo um estudo desenvolvido pela APC em Junlo 2006, " a importação, os processos de fabrico, o controlo para a segurança alimentar e a produção e comercialização em quantidades reduzidas pode tornar os alimentos sem glúten até 914% mais caros que os outros. No cabaz básico, que contém alimentos essenciais e variados para uma semana, o custo dos alimentos é cerca de 341% mais elevado. Os produtos mais caros são os de padaria, custando cerca de 5,70 euros mais do que não contém glúten. " ( in http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=669465
A APC luta pela comparticipação dos alimentos sem glúten.


















Doença Celíaca

BREVE HISTÓRIA

Pensa-se que a doença celíaca remonta aos tempos em que o Homem se tornou agricultor e passou a incluir na sua alimentação cereais. Isto há cerca de 10 000 anos. " No século II, Arateus da Capadócia, descreveu doentes com um determinado tipo de sintoma usando a palavra "Koiliakos" (aqueles que sofrem do intestino). Tudo leva a crer que já nesa altura ele se referia àquilo que em 1888 Samuel Gee, um médico de Londres, observou em crianças e designou por "afecção celíaca". Nos seus apontamentos Gee previa com grande intuição que "controlar a alimentação é a parte principal do tratamento... a ingestão de farinácios deve ser reduzida... e se o doente pode ser curado há-se sê-lo através da dieta" (in http://www.celiacos.org.pt/)
Durante a 2ªGerra Mundial, a Holanda sofreu períodos de escassez de cereais devido ao racionamento de alimentos imposto pela Alemanha. O professor Dicke, assistiu a um melhoramento do estado de saúde das crianças que sofriam de "afecção celíaca". Associou tal facto à supressão de cereais da alimentação.
Tal facto foi confirmado por Charlotte Anderson através de provas laboratoriais que demonstravam que o trigo e o centeio continham Glúten, aquilo que desencadea a doença.
Na década de 50, Crosby e Kugler desenvolveram um pequeno aparelho que efectuava biopsias ao instetino sem ser necessário recorrer à cirurgia. Ainda hoje a cápsula de Crosby é utilizada no diagnóstico da DC.
Em 1969 a Sociedade Europeia de Gastroentrologia e Nutrição Pediátrica propôs um certo número de critérios que permitissem um diagnóstico e tratamento correctos. Assim, quando se fala de doença celíaca refere-se a uma situação de intolerância permanente ao glúten, que quando o glúten não é retirado da dieta pode provocar lesões.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Transferência de Macau para a China


Após a Revolução de 25 de Abril de 1974, Portugal dá a independência a todas as suas províncias ultramarinas. Macau torna-se uma excepção, só terá a desvinculação ao país colonizador a 20 de Dezembro de 1999, tornando-se uma RAE (Região Administrativa Especial) da Republica Popular da China.
A China foi quem rejeitou a transferência imediata, pedindo que esta fosse feita gradual e harmoniosamente entre Portugal e China. Durante as negociações Macau redefiniu-se como território chinês sob administração portuguesa. O documento "Declaração Conjunta Sino-Portuguesa sobre a Questão de Macau", assinado no dia 13 de Abril de 1987, tem enumerados compromissos entre os dois países para Macau, entre os quais a garantia de uma grande autonomia futura e a conservação das especificidades da RAEM durante 50 anos.
Durante os anos de transacção ocorreram muitas reformas. Reestruturou-se o sistema político-administrativo de Macau. A Guarnição Militar Portuguesa retirou-se de Macau em 1975. Em 1976 surge o Estatuto Orgânico de Macau, um novo modelo político, em oposição ao modelo colonial, centrado no Governador. “Nesse mesmo ano, em consequência com a aprovação do EOM, a Assembleia Legislativa de Macau, o orgão legislador da cidade, sofreu grandes remodelações. É responsável de fazer leis e tem o poder de questionar, travar e julgar o Governador, e após a transferência (1999), o Chefe do Executivo.” ( in Wikipedia)http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Macau
A China como pais comunista antes da transferência de Macau, e também de Hong Kong, alterou algumas das suas características politicas para se aproximar mais do sistema capitalista destes dois países. Adoptou inclusive o slogan “1 país 2 sistemas”, para que “algumas regiões chinesas, incluindo Macau, possuam uma grande autonomia e continuidade do seu modo de vida, estando apenas limitadas no que se refere às suas relações exteriores e à defesa, situação idêntica, de resto, à que tinham aquando da administração portuguesa” (in. Wikipédia).

domingo, 26 de abril de 2009

Nacional 125 no Algarve vai ser requalificada

Estrada Nacional 125 vai ser requalificada. Anuncio feito hoje, pelo primeiro Ministro José Sócrates, em Faro.(in Siconline)
As obras vão começar em Maio e deverão criar mais de mil postos de trabalho por mês ao longo de três anos. José Sócrates afirmou que o investimento público é um imperativo para criar emprego.(in tv1.rtp.pt) http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Requalificacao-da-Nacional-125-no-Algarve.rtp&headline=20&visual=9&article=216123&tm=6 Outro dos objectivos desta requalificação é tornar este troço mais seguro. Dezenas de rotundas vão ser construídas na estrada que une o barlavento ao sotavento.(in http://sic.aeiou.pt/online/noticias/pais/20090426+Estrada+Nacional+125+vai+ser+requalificada.htm
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sexta-feira, 10 de abril de 2009

12 Grandes Superficies Encerradas esta 6ªf pela ASAE

12 grandes superficies comerciais foram esta sexta-feira encerradas pela Autoridade para a Segurança Alimentar e Economica (ASAE).
TAl deveu-se ao facto de estas superficies, de mais de dois mil metros quadrados, se encontrarem abertas ao público depois das 13h, contrariando o disposto para um dia de feriado (in Público.pt). Segundo fonte da ASAE à agência Lusa, foram encerrados: 2 Intermaché ( Reguengos de Monsaraz e Montemor-o-Novo); 4 Macros (Palmela, Coimbra, Maia e Guia, Algarve); 1 Moviflor (Santarém); 4 Recheios (Coimbra, Aveiro, Faro e Ferreias); 1 E.Leclerc ( Figueira da Foz).
Os 12 estabelecimentos referidos incorrem em multas entre os 2400 e os 25mil euros. (in Publico.pt, dn.sapo.pt e tsf.sapo.pt)

Fontes:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1373669&idCanal=62
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1198484
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Vida/Interior.aspx?content_id=1198483

terça-feira, 17 de março de 2009

"O cidadão jornalista versus jornalista profissional"

Breves Apontamentos:
"Com o desenvolvimento das novas tecnologias e principalmente da Internet o trabalho do cidadão jornalista tem se tornado mais visível. (...)O cidadão jornalista é o cidadão comum, que não tendo formação académica na área do jornalismo, utiliza as novas ferramentas tecnológicas (internet, wikis, blogs, fotologs, telemóveis, podcasts …) para divulgar, analisar e, ou comentar certos assuntos noticiáveis. (...)
No entanto, apesar deste processo de recolha de imagem e respectivo comentário dum facto num blog por um cidadão jornalista não faz dele jornalista profissional. Joan Connel, produtora executiva da MSNBC.com, afirma que, “bloggers independentes”, não vinculados a um meio de comunicação social, “não são jornalistas porque não existe um editor entre o autor da noticia e o leitor”. Jornalismo tem que envolver um trabalho de investigação, análise, confrontação de informações e passar pelo gatekeeper. Outra lacuna apontada ao trabalho do cidadão jornalista veio do jornal, The New York Times, que afirma que este abandona os padrões do jornalismo tradicional, tais como o lead e a pirâmide invertida, fugindo por vezes até da objectividade (in Wikipédia; GLASSER Mark, Jornalista freelancer). Tom Grubisich analisou vários sites de jornalismo participativo e encontrou várias lacunas ao nível do conteúdo e da qualidade. E o “público online pretende informação exacta, completa e imparcial, de uma fonte de confiança – e querem-na já” (SERRA Paulo, “A credibilidade da Informação na Web”).
Na minha opinião o jornalista profissional pode aliar o seu trabalho ao do cidadão jornalista. Criando-se uma complementaridade(...)