
(imagem de quentalbiologico.wordpress.com)
O que é? A realidade portuguesa.
A doença celíaca é uma doença crónica caracterizada pela intolerância ao glúten, proteina presente no trigo, centeio, cevada e aveia. O glúten provoca um achatamento da mucosa intestinal com atrofia das vilosidades intestinais e diminuição da capacidade de absorção.
É uma doença hereditária contudo desconhece-se a sua forma de trnsmissão. Há também factores ambientais que poderão ter um efeito desencadeador
Esta doença pode aparecer em qualquer idade contudo o habitual é entre os 6 e 20 meses de idade. É uma doença dissimulada, isto porque os seus sintomas são vários e difusos. Pode ir desde a distenção do abdomen, à irritabilidade, perda de peso, cólicas abdominais, anemia...
Devido a esta variadade de sintomas que podem aparecer todos ou somente alguns, e a falta de informação médica, faz com que esta doença esteja subdianosticada. Muitos médicos não estão sensibilizados para a doença nos adultos, que passam muitas vezes por hipocondriacos, julgando que a celiaquia é algo infanto-juvenil.
Estima-se que em Portugal 100 mil pessoas sejam celiacas. Cerca de 1% dos europeus sofre da DC. A prevalencia da DC é nas mulheres, havendo uma proporção de 3mulheres celíacas para 1homem.
Quando alguém é diagnosticado com a doença celiaca os habitos alimentares têm que se adaptar. Já não é permitida a ingestão de bolos nas pastelarias, pizzas e outros alimentos que sejam feitos à base de produtos com glúten.
No entanto há uma grande variadade de produtos sem glúten no mercado. Desde esparguete, massas, farinhas, bolos, pizas e até cornetos estes são muitos mais caros que os que contém glúten. Isto faz com que os gastos com a alimentação das familias com celiacos é pelo menos 100% superior ao das outras familias, segundo estudo da Associação Portuguesa de Celíacos. "segundo um estudo desenvolvido pela APC em Junlo 2006, " a importação, os processos de fabrico, o controlo para a segurança alimentar e a produção e comercialização em quantidades reduzidas pode tornar os alimentos sem glúten até 914% mais caros que os outros. No cabaz básico, que contém alimentos essenciais e variados para uma semana, o custo dos alimentos é cerca de 341% mais elevado. Os produtos mais caros são os de padaria, custando cerca de 5,70 euros mais do que não contém glúten. " ( in http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=669465
A APC luta pela comparticipação dos alimentos sem glúten.

